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O que aprendi com meu tempo de maternagem

Bom dia!!!

A maternidade é um eterno aprendizado né?
Minha experiência é de apenas 2 anos e 8 meses e sei que ainda tenho mto o que aprender pela frente. Mas posso dizer que já aprendi tanto, na prática, no dia-a-dia e como pessoa.

Se eu pudesse apontar coisas importantes que se transformaram em mim, eu escolheria...

Fiquei mais "relaxada"

Acho que isso acontece com a maioria das mães de 1a viagem, passada a fase de recém -nascidos. Eu pelo menos, era completamente paranóica, com praticamente tudo. Algumas vezes já deixei de sair, ou vim embora, pq Alice estava chorando. Choro normal, mas sei lá, eu pirava com cada choro rs Eu fervia o bico dela a cada vez que ele caía no chão e qdo ela fazia cocô eu saía louca desembestada atrás do trocador mais próximo para trocá-la exatamente no mesmo instante. Com o tempo aprendi que choro é normal  (e como Alice foi/é chorona! ), que só uma limpadinha no bico já funciona muitas vezes e que esperar uns minutinhos até trocar a fralda não faz o bumbum cair não!

Aprendi que rotina é bom mas não tem problemas quebrá-la

Sempre fui mto ligada em rotina e desde pequena criamos uma com Alice, principalmente com seus horários. Eu ficava louca qdo tínhamos algum compromisso na hora da soneca da Alice, afinal ela ficava chata de sono. Mas não dá pra organizar uma vida inteira baseada minuciosamente em horários e se ela ficar chata, é só mantê-la bem ocupada que ela distrai.

Organização é fundamental

Acho que sou a virginiana mais bagunçada da face da Terra e sempre me entendi mto bem com a minha bagunça, mas aprendi que com um bebê e depois uma criança, qdo somos organizadas  (sem paranoia é claro! Tenho pavor dessas pessoas SUUUPER organizadas rs desculpem!) as coisas fluem mais fáceis e a gente até ganha mais tempo. Manter o armário dela sempre arrumado deixa mais fácil separar a roupa que vai usar no dia, ou a roupa que vai mandar pra escolinha. Deixar a bolsa de sair sempre praticamente pronta facilita as saídas, deixar os ingredientes prontos e separados agiliza na hora de fazer as refeições e por aí vai.

Aprendi a ser menos consumista

É tão gostoso arrumar o enxoval do bebê e comprar tds as roupinhas e sapatinhos lindos que a gente vê pela frente. Mas aprendi que uma criança não precisa de um sapatinho de cada cor e nem uma menininha de 2 anos precisa de um monte de vestidos de festa, mesmo pq hj felizmente Alice não perde mais roupas tão rápido qdo menor, mas já chegou perder roupas que nem usou.

Alice aos 6 meses

E vc? Qual foi seu maior aprendizado até hj?
Bjos!!!!!

Sobre o que eu nunca contei pra vcs...

Oi, amigas, o post é bem longo, então quem tiver interesse no assunto.... só um pouquinho de paciência ok :)

Já mencionei algumas vezes por alto, mas nunca abordei esse assunto de fato, do jeito que realmente foi.
Por mto tempo tive vergonha, me senti culpada. Mas hj sinto que já tenho forças pra reviver isso td de novo.

Eu tive depressão pós parto depois do nascimento da Alice.

No começo eram só episódios de choro, de estresse, eu pensava ser os hormônios, um simples baby blues que passaria logo. Mas não foi assim.

Os dias foram passando, as dificuldades da maternidade aumentando (icterícia nos primeiros dias, cólicas nos primeiros meses, picos de crescimento, introdução do LA) td isso somado ao cansaço, ao sono, a falta de tempo pra mim, a baixa auto estima foram me desnorteando. Tudo isso que eu falei é natural para praticamente tds bebês e mtas mães tb passam por isso, mas de alguma forma, não sei, eu não conseguia lidar com td isso, não tinha forças.

Não sei ao certo o que causou, mas sei o que eu sentia. Não me entendam mal, eu amei minha filha desde o primeiro instante, eu nunca a culpei de nada (mesmo pq ela foi extremamente desejada, esperada, planejada) e graças a Deus (sim, ainda poderia ter sido pior) jamais passou pela minha cabeça fazer qualquer mal a ela.

Meu problema era comigo. Eu me sentia extremamente triste, uma tristeza que chegava a doer o peito, uma tristeza que nunca vou conseguir explicar. Eu não queria mais existir como pessoa, não queria amigos, não queria ser esposa, não queria ser mulher, ser humano, queria ser mãe e pq minha filha precisava. E foi por ela que eu não desisti.
Muitas vezes eu pensei em morrer. Ficava hrs planejando isso, aí olhava pra Alice e eu sabia que eu precisava estar ali pra ela.

E pra completar td esse turbilhão eu tinha mta vergonha de contar para as pessoas o que eu sentia pois essa deveria ser a fase mais feliz da minha vida, tinha medo que não me entendessem, que não me achassem merecedora de ter a minha filha, de ser mãe.

 Hoje consigo ver que eu estava doente, que eu precisava de ajuda, que eu precisava falar, gritar, me tratar. Eu não seria a primeira e nem a última mulher a passar por aquilo, mas na minha cabeça isso não existia.

Meu marido via que existia algo de errado comigo mas tb não entendia bem o que era, afinal eu não conversava, só brigava com ele (por td) e sem motivo. Ele foi de uma paciência impressionante.

 Eu não fiz tratamento, não tomei remédios, não procurei ajuda profissional. Por isso demorou tanto para passar, pq tive que lutar sozinha, só com a força dentro de mim que eu nem sabia que tinha e com o amor que sentia pela minha família e principalmente pela Alice.

Não sei exatamente quando melhorou mas foi um processo gradativo e um dia quando eu vi, só sentia vontade de chorar de felicidade por tudo que estava vivendo, senti que as dificuldades não me derrubavam mais.

Porque eu escrevi esse post agora, tanto tempo depois? Pq esses dias conversando com o marido sobre ter outro filho daqui alguns anos, ele me disse sinceramente que não quer ter outro filho pq não quer que eu passe por td aquilo novamente.
Fiquei sentida mas o entendi, a diferença agora é que caso aconteça novamente eu não vou mais sofrer sozinha, eu vou pedir ajuda.

E é isso o que eu gostaria com esse post. A depressão pós parto é uma realidade e não escolhe as vítimas, por isso se vc teve um bebê (que pode ter sido recentemente ou não) e sente uma tristeza que não é passageira, não se cale. Fale com sua família, busque apoio e procure seu GO que certamente vai te encaminhar para um especialista.

Bjo para tds e fiquem com Deus!

Seu filho é perfeito? Bom pra você!

Oie! Como estão?

Já falei aqui o quanto a "competição" entre mães me irrita né?
 Outra coisa que me mata é ver como algumas mães usam as qualidades de seus filhos para tripudiar (sim, não consigo pensar que seja outra coisa!) sobre as outras mães.

 Pronto, lá vem a Lalah com as reclamações de novo né? Mas enfim aqui é meu espaço pra falar mesmo e se com meu post eu poder fazer pelo menos uma mãe se sentir melhor, então já valeu!

 Algo que faz meu sangue ferver nas veias é ver alguns posts nesses grupos de mães por aí (inclusive por isso já saí da grande maioria) "Olá, meu bebê tem 1 ano e tanto e ainda não anda. O que devo fazer para estimula-lo?" O que será que essa mãe quer ler nos comentários? Apoio! Gente que passou pelo mesmo que ela, conselhos pra ajuda-la com sua dúvida. E o que ela lê, em 90% das vezes: "Nossa! O meu andou com 9 meses!" Na boa eu não consigo pensar que quem comenta assim não tem maldade. No que saber que seu filho faz isso e aquilo e o dela não faz vai ajuda-la? Pelo contrário! Vai fazê-la se sentir ainda mais insegura e pior, culpada, pensando nossa o que será que eu faço de errado?!

 Então se seu filho nunca teve cólicas, dorme a noite inteira, andou cedo, fala de td, come de td, nunca adoeceu, é super obediente, desfraldou sozinho e td mais... Parabéns pra vcs! Tenha mto orgulho mesmo, é lógico! Mas não exponha isso pra outras mães de filhos que não forem assim, se isso não vai ajuda-la!

Aqui coloco o desenvolvimento da Alice no blog desde que ela nasceu, afinal o blog é meu e entra quem quer, se vier aqui pra compara-la com seu filho, acho bobagem!
Fazer esse tipo de comentário no seu facebook? Ok, o espaço tb é seu. Os incomodados que se retirem, certo? Mas não fique chateada se logo logo mtos amigos "sumirem".

Agora ir em dúvidas de grupos, em posts alheios pra dizer que seu filho faz e acontece acho tão desnecessário. 

É como eu sempre digo por aqui, a maternidade tem que nos unir, não nos separar. As trocas de experiências são válidas no intuito de ajudar, não de comparar.

Então #ficaadica!

E bom fds pra tds!!!!
Deus tá vendo vc aí se sentindo a Super Mâe!

Por uma maternidade com menos competição e mais amor!

Odeio essa competição existente entre mães. Simplesmente odeio!

Estamos todas vivendo o momento mais lindo de nossas vidas fomos abençoadas com criaturinhas lindas pra encher nossas vidas de felicidade.
E ainda tem algumas mães que acham que o mais importante de tudo é a via de nascimento do bebê,  é o tempo de amamentação, é deixar ou não de trabalhar pra cuidar dos filhos.
Sinceramente, a maternidade pra mim está muito além disso.

Pras "amigas super mães" eu devo ser a pior mãe do mundo. Tive uma cesarea eletiva, amamentei exclusivamente só até 4 meses, trabalho fora e minha bebê fica com a minha mãe.
Algumas dessas não foram escolhas próprias mas hj tenho orgulho da história que estamos traçando.
O que me faz sentir a pior mãe do mundo de verdade, é ver minha filha doente e não poder fazer nada (graças a Deus foram pouquíssimas vezes), é quando ela não quer comer a comida que fiz com tanto amor e cuidado, é estar tão cansada e não poder brincar com ela só mais um pouquinho como ela gostaria...

 Então pra que isso, mães?! Pra que competir se podemos dividir experiências, ou se as experiências e idéias forem diferentes, vamos praticar o respeito?

Deus nos escolheu, somos mães, todas nós! Todas amamos nossos filhos, então somos iguais!!!

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Amigas desculpem voltar com um desabafo... mas isso é algo que me irrita mto e em especial nos últimos tempos.

Continuo na correria mas estou preparando uns posts!

Bjos!!!!!!