Intolerância à lactose

Oi, pessoal, td bem?

Há alguns posts atrás falei sobre a suspeita de intolerância de lactose na Alice. É importante usar o termo "suspeita" uma vez que para nós a intolerância está mais que comprovada pelas restrições que estamos fazendo, porém não temos o diagnóstico positivo já que ela não fez o exame (a pediatra dela não gosta mto de pedir exames invasivos ou receitar mtos medicamentos, então qdo surgiu nossa suspeita ela indicou testarmos trocar o leite e restringir a dieta dela, caso não tivéssemos resultado aí então faríamos o exame de sangue).

Mas vamos começar do começo né?

Alice sempre dormiu mal, e não estou falando apenas de acordar várias vezes para mamar, mas de um sono inquieto, mtas mexidas, resmungos...
Pra completar ela nunca fez cocô sólido até 1 ano mas como ela ainda mamava várias mamadeiras eu pensava ser normal.

Na consulta de 1 aninho eu desabafei pra pediatra, pedi ajuda, disse que não aguentava mais acordar a noite td, queria investigar. ..
Qdo mencionei o fato do cocô dela ser sempre mais para o mole do que o duro, ela já indicou trocarmos a fórmula que ela tomava na época pela sem lactose e vermos no que dava.

No primeiro dia Alice fez um cocô sólido! Eu me assustei! rs

Porém foi a única mudança, nada alterou no sono. Mas continuei tentando.

Na consulta de 1 ano e 2 meses, assim que a médica a pesou viu que ela tinha engordado beeeem acima da média (e ela sempre foi ruim pra engordar mas como sempre cresceu bem tb achávamos ser normal) e pra médica isso associado a mudança no cocô era mais que uma comprovação. Faltava só resolver a questão do sono.

A doutora então pediu que fizéssemos mais um teste: agora dando leite de soja pra ela e retirando todos os alimentos com lactose da dieta dela (iogurtes, queijo...)

Na primeira noite dela ela dormiu 5h seguidas! O.O

Embora descobrirmos uma restrição assim seja mto ruim, pelo menos descobrimos e agora podemos cuidar dela direitinho para que não tenha mais cólicas e gases.

O sono dela continua irregular mas ainda assim melhorou, na maior parte das noites acorda só uma vez pra mamar. Mas está um sono bem mais calmo e tranquilo.

E é isso meninas. Se vc acha que tem algo de errado com a saúde de seu filho (a) (mãe sempre sente né? rs) investigue! Por isso é importante ter um pediatra de confiança ao seu lado... caso não descubra nada, vc pode tranquilizar seu coração e se descobrir, pode procurar meios pra cuidar do bem-estar do seu pequeno (a).

Importante -> Existe uma diferença entre intolerância a lactose e alergia a proteína do leite (aplv). A aplv é mais sério e inspira mais cuidados, pra saber a diferença vou deixar esses links pra vcs.

http://www.alergiaaoleitedevaca.com.br/ http://brasil.babycenter.com/thread/4741/beb%C3%AAs-com-aplv-alergia-a-proteina-do-leite-de-vaca

Alice foi para a escolinha!

Sim! E com 1 ano, 7 meses e 28 dias vivemos mais essa nova experiência: o primeiro dia de aula de Alice na escola.

Mas antes de contar como foram esses primeiros dias (ela entrou em 03/08) vou contar sobre a nossa decisão.

Como vcs sabem voltei a trabalhar Lili tinha 7 meses e meio e ficou com a minha mãe todo esse tempo. Avó é uma opção mto segura e tranquila, afinal o bebê está sendo cuidado por alguém que o conhece e ama. E ela foi maravilhosamente cuidada durante esse tempo.

Mas a medida que a pequena crescia, ficava mais esperta, curiosa, a avó não conseguia prover atividades que estimulassem sem desenvolvimento. E dormindo menos, andando, fazendo birras foi ficando cada dia mais difícil pra saúde da vovó, que já é idosa.

Pois bem, quando ela fez 1 ano decidimos colocá-la na escola. Fiz a inscrição na creche da prefeitura (que é de excelente qualidade e por isso mesmo tem filas e filas de espera por vagas) e Lili só conseguiu entrar na lista de espera rs
Fizemos orçamento em vaaaarias escolas particulares, perto de casa, que nos eram recomendadas e infelizmente naquela época nenhuma cabia no orçamento da casa :(

Até que agora, segundo semestre, conseguimos organizar as finanças e a matriculamos na escolinha que mais havíamos gostado. A escola fica perto de casa, o espaço é bom e organizado, as "tias" parecem ser competentes e carinhosas, as atividades realizadas são tds planejadas e diferenciadas, as turmas tem poucos alunos, enfim foi aprovada em muitos critérios rs

E os primeiros dias, graças a Deus foram mto bons. O pai a leva as 9h e busca as 16h (horário que estou no trabalho) e Lili desde o primeiro dia se comportou super bem. Nunca chorou, comeu bem, dormiu bem, interagiu muito.
Como eu digo, a adaptação foi mais minha e do pai do que dela rs

Digo que foi nossa segunda separação (a primeira foi qdo voltei a trabalho) e confesso que chorei como se tivéssemos nos separado pela primeira vez rs
Mas ver o quanto ela está amando essa experiência, tem me deixado mais segura.

Prmeiro dia de aula!!!


E algumas fotos que a tia mandava de  lá por whatsapp ao longo do dia pra acalmar os corações de papai e mamãe rs



Bjos!!!! Bom fnal de semana!!!

Reforma na sala

Oi meninas! O último post foi meio "pesado" prometo que o de hoje vai ser bem mais leve... o assunto nem vai ser maternidade #quemilagre

Quem me acompanha desde a época do blog de noiva sabe que sou apaixonada por decoração. Meu primeiro ano de casada foi td pra decorar nosso ape, lógico que com mta simplicidade mas sempre pensei em td com carinho.

E 4 anos depois chegou a hora de mudar. A vida mudou, a família cresceu e nossa sala (parte onde passamos mais tempo) precisava uma renovada.

O sofá era nosso sonho de consumo e foi adquirido 1 dia antes do nascimento da Alice (marido diz que foi um presente pra ela rs).
O restante fizemos agora, nas últimas semanas.

Primeiramente mudamos a cor de uma das paredes da sala (onde fica o aparador e fica bem de frente pra entrada do ape) de amarelo pra roxo (gente não sei nome de cor de tinta rs as duas foram manipuladas), nada contra o amarelo, só pra dar uma renovada mesmo.

(Clique nas fotos que aumenta)

Mudamos tb os porta-retratos e alguns enfeites (por um tempo retiramos tds os enfeites da sala haha agora Alice já está entendendo onde pode mexer e estamos voltando td aos poucos)

Na outra parte da sala, onde ficam o sofá e o rack que a mudança foi maior. O adesivo e o papel de parede (na verdade tecido rs) foram retirados e a parede pintada (ah esqueci de falar que td o ape foi pintado, as paredes já estavam bem sujinhas) e invertemos a posição do sofá com o rack, primeiro pq o sol batia diretamente na tv, segundo pra termos uma parede menor atrás do rack para fazermos um painel. E esse painel foi feito com revestimento de porcelanato imitando madeira.



Ah não posso deixar de falar sobre o "cantinho da Lili". Quando ela fez 4 meses começou a ir pro chão e o espaço menor foi crescendo junto com ela, hoje ela tem espaço pra brincar e pra comer na mesinha.



Bom é isso! Espero que tenham gostado! Aqui gostamos mto!

Ótima semana para todos!!!!

Sobre o que eu nunca contei pra vcs...

Oi, amigas, o post é bem longo, então quem tiver interesse no assunto.... só um pouquinho de paciência ok :)

Já mencionei algumas vezes por alto, mas nunca abordei esse assunto de fato, do jeito que realmente foi.
Por mto tempo tive vergonha, me senti culpada. Mas hj sinto que já tenho forças pra reviver isso td de novo.

Eu tive depressão pós parto depois do nascimento da Alice.

No começo eram só episódios de choro, de estresse, eu pensava ser os hormônios, um simples baby blues que passaria logo. Mas não foi assim.

Os dias foram passando, as dificuldades da maternidade aumentando (icterícia nos primeiros dias, cólicas nos primeiros meses, picos de crescimento, introdução do LA) td isso somado ao cansaço, ao sono, a falta de tempo pra mim, a baixa auto estima foram me desnorteando. Tudo isso que eu falei é natural para praticamente tds bebês e mtas mães tb passam por isso, mas de alguma forma, não sei, eu não conseguia lidar com td isso, não tinha forças.

Não sei ao certo o que causou, mas sei o que eu sentia. Não me entendam mal, eu amei minha filha desde o primeiro instante, eu nunca a culpei de nada (mesmo pq ela foi extremamente desejada, esperada, planejada) e graças a Deus (sim, ainda poderia ter sido pior) jamais passou pela minha cabeça fazer qualquer mal a ela.

Meu problema era comigo. Eu me sentia extremamente triste, uma tristeza que chegava a doer o peito, uma tristeza que nunca vou conseguir explicar. Eu não queria mais existir como pessoa, não queria amigos, não queria ser esposa, não queria ser mulher, ser humano, queria ser mãe e pq minha filha precisava. E foi por ela que eu não desisti.
Muitas vezes eu pensei em morrer. Ficava hrs planejando isso, aí olhava pra Alice e eu sabia que eu precisava estar ali pra ela.

E pra completar td esse turbilhão eu tinha mta vergonha de contar para as pessoas o que eu sentia pois essa deveria ser a fase mais feliz da minha vida, tinha medo que não me entendessem, que não me achassem merecedora de ter a minha filha, de ser mãe.

 Hoje consigo ver que eu estava doente, que eu precisava de ajuda, que eu precisava falar, gritar, me tratar. Eu não seria a primeira e nem a última mulher a passar por aquilo, mas na minha cabeça isso não existia.

Meu marido via que existia algo de errado comigo mas tb não entendia bem o que era, afinal eu não conversava, só brigava com ele (por td) e sem motivo. Ele foi de uma paciência impressionante.

 Eu não fiz tratamento, não tomei remédios, não procurei ajuda profissional. Por isso demorou tanto para passar, pq tive que lutar sozinha, só com a força dentro de mim que eu nem sabia que tinha e com o amor que sentia pela minha família e principalmente pela Alice.

Não sei exatamente quando melhorou mas foi um processo gradativo e um dia quando eu vi, só sentia vontade de chorar de felicidade por tudo que estava vivendo, senti que as dificuldades não me derrubavam mais.

Porque eu escrevi esse post agora, tanto tempo depois? Pq esses dias conversando com o marido sobre ter outro filho daqui alguns anos, ele me disse sinceramente que não quer ter outro filho pq não quer que eu passe por td aquilo novamente.
Fiquei sentida mas o entendi, a diferença agora é que caso aconteça novamente eu não vou mais sofrer sozinha, eu vou pedir ajuda.

E é isso o que eu gostaria com esse post. A depressão pós parto é uma realidade e não escolhe as vítimas, por isso se vc teve um bebê (que pode ter sido recentemente ou não) e sente uma tristeza que não é passageira, não se cale. Fale com sua família, busque apoio e procure seu GO que certamente vai te encaminhar para um especialista.

Bjo para tds e fiquem com Deus!